
Vai um limão? Dá um sabor diferente pra sua bebida!
Talvez você já saiba, talvez não, mas eu sou músico. Toco guitarra há um bom tempo e comecei a aprender canto há pouco menos de 3 anos. No começo dos meus estudos de música eu era daqueles metaleiros bem bitolados; com o passar do tempo, fui buscando outras coisas, talvez mais porque todo mundo falava que “músico tem que ouvir de tudo” do que por uma vontade real de conhecer coisas novas. E assim fui apresentado ao jazz e à MPB, estilos muito cultuados por aqueles que tocam música popular.
Aquilo me parecia muito chato. Digo, sempre gostei de uma coisa ou outra de música brasileira (especialmente Chico Buarque e Tom Jobim), mas não era exatamente algo em que eu me encontrava. Música pop, então, nem se fala – pra mim, era o lixo do lixo.
Mas é engraçado como as coisas mudam. Quando a gente é jovem, adolescente ou recém-saído da adolescência, acha que tudo é pra sempre, que nossos gostos serão eternamente os mesmos e que pouca coisa vai mudar. Estou vendo agora que a vida não é bem assim.
Desde que minha professora de canto me mandou remover todo o heavy metal do meu MP3 Player (por questões didáticas mesmo), fui obrigado a tentar encontrar satisfação em outros estilos musicais. E curiosamente, encontrei uma satisfação ainda maior do que encontrava em meu antigo estilo favorito. Foi questão de 1 mês para que eu mudasse meu gosto a tal ponto de, ao ouvir metal de novo, não achar tanta graça. Achar fraco o arranjo de boa parte das músicas do gênero, achar o estilo de canto demasiadamente gritado e padronizado (não que vocalistas de metal sejam ruins – eles fazem coisas tecnicamente incríveis, mas o estilo exige certas coisas, como gritos e tal).
Hoje eu ouço MPB com gosto. Ouço pop rock com gosto. Ouço grunge com gosto. Ouço musicais com mais gosto ainda. Tudo destituído de preconceitos (ou assim espero).
Tudo isso pra dizer que, se você acha que todas as suas crenças e gostos continuarão os mesmos eternamente, esteja preparado para uma eventual reviravolta. E quanto mais resistente você estiver às mudanças, mais difícil será. Então, é bom estar sempre com as papilas gustativas abertas a novos temperos – eles podem ser mais saborosos do que você imaginava!



as suas papilas degustativas encaram pagode e sertanejo?
tb não exagera!
É engraçado como tenho percebido isso também… Eu achava que o Hard Rock e o Heavy Metal eram eternos pra mim, e que não existia nenhum problema em gostar [i]apenas[/i] disso para o resto da vida, ainda mais sendo guitarrista. Hoje, escuto até Legião Urbana, coisa que julgava o fim, e o meu amado Heavy Metal também não está tendo mais graça… Ouvir Guns está sendo uma das minhas maiores dificuldades, apesar de ainda gostar e ter certo ‘carinho’ pela banda… Que bom que vejo que não sou a única que está assim