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Vlogando

O Naco de Pão ganhou um canal de vídeos no YouTube!

Assim como foi no começo deste blog, eu ainda não sei bem o que vou dizer por lá. Mas provavelmente serão coisas com um teor diferente das que eu coloco aqui. O que já sei é que pretendo fazer dele, entre outras coisas, um espaço para meus vídeos como ator. Vamos ver no que dá!

Comecei com um vídeo de apresentação (que você confere acima) e darei sequência com um diário em vídeo da viagem que acabo de fazer – aguardem!

 
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Publicado por em 31/12/2011 em Arte, Multimídia

 

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Morte e renascimento (ou: A história de uma demissão)

Dia 0. Chegou. Acho que esta é uma história que vale ser compartilhada.

Há três meses, mais ou menos no dia do meu aniversário, comecei a me perguntar por que eu ainda estava trabalhando no mundo corporativo, com horários que não só vinham prejudicando minha saúde (e minha sanidade), mas também estavam consumindo um tempo precioso para meu estudo de teatro – parte de meu grande objetivo de vida (profissional, ao menos), que é trabalhar com arte.

Depois de muito pensar, percebi que o dinheiro que ganho com meu trabalho “comum” não era motivo o bastante para continuar me privando de perseguir meu sonho. Claro, se eu tivesse uma casa ou uma família para sustentar, este seria um motivo muito significativo, mas não é o caso. Percebi que, se continuasse com o mesmo padrão de pensamento que eu vinha levando (“No dia em que eu trabalhar com arte, tudo vai ser diferente”), eu chegaria aos 50, 60 anos com esse mesmo discurso. E então a chance já teria passado e eu seria mais um senhor de meia-idade dizendo “Oh, como eu me arrependo de não ter seguido a carreira que eu queria!”.

Decidi então que pediria demissão de meu emprego tradicional para me aventurar pelo mundo da arte. Como tenho domínio de boa parte da teoria musical e conheço os meios para desenvolver tecnicamente um indivíduo como guitarrista ou cantor, resolvi me lançar como professor de música. Juntei-me ao meu amigo Victor Camilo para montar um repertório de voz e violão para tocar em bares. Planejei fazer um book e correr atrás de trabalhos para publicidade e curtas-metragens, como ator. Comecei a participar mais ativamente da comunidade de remixes de game music OC Remix para tentar emplacar alguns dos meus arranjos, e quem sabe abrir caminho para entrar no mercado de trilhas sonoras para videogames. E começarei em breve a montar meu próprio site para divulgar tudo isso.

E por três meses fui, aos poucos, lançando as bases para essa “aventura”, esse risco que, com o tempo, foi-se tornando totalmente consciente. Fiz muitos cálculos para saber qual seria o impacto financeiro da minha decisão em meu orçamento, quais cortes eu teria (terei) que fazer, etc.

Segurança? Nenhuma. Mas com a mobilização das minhas energias no sentido de renovar minha própria vida, tudo pareceu começar a se ajeitar para mim antes mesmo de meu pedido oficial de demissão, na última sexta. Um jornal que foi parar por engano em minha casa trazia o anúncio de uma escola que buscava professores de canto bem perto de onde moro, anúncio que por sorte (sorte?) minha mãe acabou vendo e me mostrando. Comecei a dar aulas nessa escola oficialmente no sábado passado.

Há menos de uma semana, me aparece um concurso chamado Game Music Brasil, visando a promover a produção de trilhas de games no Brasil. O prêmio de composição coloca a música do vencedor no jogo Critical Mass, que está sendo produzido por aqui. Evidentemente eu já estou inscrito.

O primeiro ensaio com o Victor foi extremamente produtivo, mesmo com minha voz em estado deplorável (graças a uma alergia). Belos arranjos acústicos surgindo de uma simples jam entre dois amigos.

E, como se não bastasse tudo isso, em breve darei uma entrevista ao programa Garagem 42, da Rádio Cesumar (de Maringá-PR), sobre – adivinhe! – game music. Isso graças a um vídeo que publiquei no YouTube, com minha versão rock para a conhecida música-tema de Chrono Cross.

Grandes fatos aconteceram, estão acontecendo e irão acontecer. Morre um funcionário precavido e nasce um artista em busca de muito trabalho e reconhecimento. O retorno (agora, não apenas financeiro) virá. Agradeço ao universo pela sincronicidade.

 
 

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A estreia das estreias

Maquiagem

Parte do elenco feminino se maquiando

Em 26 de junho de 2010 aconteceu a estreia do exercício cênico Cenas de Jorge Andrade. Foi também a estreia da minha turma do Célia Helena nos palcos. E também minha estreia atuando efetivamente em teatro.

O dia foi bastante longo. Chegamos ao Teatro Célia Helena, na Liberdade, às 13h, quatro horas depois de nosso professor/diretor Fernando Nitsch (em cartaz agora com esta peça que eu já resenhei), que chegara mais cedo para preparar a iluminação. A apresentação começaria às 20h30. Quando cheguei, os móveis recebiam uma demão de tinta – o palco já havia recebido sua cota, para que ficasse livre das marcas e manchas deixadas pela última encenação que acolhera.

Iniciou-se então o ensaio técnico. O técnico de luz acompanhava nosso muito enxuto ensaio, apenas para pegar as deixas das transições de que cuidaria. Percebi nesta montagem que prefiro esquemas de luz simples, como o nosso (um contra azul, luz geral, foco de narrador e foco numa elevação do palco e pronto), no lugar de iluminações pomposas e grandiosas: as simples trazem o clima adequado ao mesmo tempo em que aproximam o público da ação.

Em termos de trilha sonora, permito-me um certo orgulho: Bárbara Mazzola e eu juntamos, depois de boa pesquisa, um apanhado muito legal de músicas das décadas entre 30 e 60 (períodos em que se passavam as peças que adaptamos), todas tendo como instrumento principal o violão. Várias das músicas eram interpretadas pelo fantástico (e já falecido) violonista brasileiro Baden Powell. Fizemos um bom trabalho juntos, né, Bá?

Elenco

Boa parte do elenco junta e ansiosa para o grande momento

Duas horas de ensaio técnico, um ensaio geral “com tudo” e finalmente começávamos a vislumbrar a forma final de nossa apresentação, com a iluminação adequada e a trilha sonora contribuindo para a criação da atmosfera esperada. E a empolgação crescia. Um ou outro errinho na iluminação e no som durante o ensaio deixaram este novato um tanto apreensivo – mal eu podia saber, no entanto, a sincronia incrível que nossos técnicos teriam conosco quando tudo fosse “pra valer”.

Corri então para buscar algo que se assemelhasse a um jantar (consegui um pedaço de pizza e uma caixa de bolinhos doces) e em poucos minutos estava de volta ao palco, junto com meus colegas de cena, aquecendo o corpo sob o comando de nossa professora e preparadora corporal Ondina Clais. Depois daquilo, nada seria capaz de derrubar a energia positiva e forte que surgia em cada um dos 24 atores, energia cujo combustível era a adrenalina (em altas doses).

Plateia entra. Música brasileira para recebê-la. Primeiro sinal. Segundo sinal. “Bem-vindos ao exercício cênico do segundo termo noturno do Teatro Escola Célia Helena. [...] Por favor, desliguem os celulares. Não é permitido fotografar ou filmar com flash. Tenham todos um bom exercício.” Terceiro sinal. Peça. Peça. Adrenalina 207%. Peça. Susto, choro, beijo, blackout, Beatles. Palmas, emoção, reflexão lá e cá. Êxito absoluto.

(A Bárbara também falou sobre esse dia no blog dela. Os textos se complementam!)

Veja o álbum de fotos

Ficha Técnica:

Direção: Fernando Nitsch
Elenco: Amanda Campina, Amanda Mello, André Stern, Bárbara Mazzola, Beatriz Furiatto, Elohá Bartijoto, Fabio Martins, Fabíola Martins, Felipe Bastos, Flávia Mariotto, Jéssika Pelaes, Jo Capelo, Julio Cesar Gomes, Jurema Pedroso, Luana Coelho, Luiz Felipe Sobral, Magiu Pinheiro, Mônica Lia, Renata Sarmento, Renato Velloni, Roger Telles, Rosi Lessa, Tay Monteiro, Thaís Helena, Thiago Schiefer
Figurino e trilha sonora: o grupo
Preparação corporal: Ondina Clais
Iluminação e operação de luz: Jeff Campos
Operador de som: Juarez Adriano
Cenotécnico: Mateus Fiorentino

 
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Publicado por em 04/07/2010 em Teatro

 

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Uma nova estrada

A faísca foi gerada em agosto passado, quando voltei ao Conservatório Souza Lima, após cerca de 3 anos afastado, e comecei a ter aulas de Interpretação para Palco – algo como uma aula de teatro para cantores.  Essa faísca acendeu um pavio que foi-se queimando, com fulgor e intensidade crescentes, até atingir, há cerca de dois meses, a dinamite a que se prendia.

A explosão derrubou uma antiga parede de pedras e abriu um novo caminho, uma estrada que antes estava bloqueada e fora do meu campo de visão. Decidi então seguir essa nova estrada, chamada Teatro.

"Será que temos esse tempo pra perder? E quem quer saber? A vida é tão rara..." (Lenine - Paciência)

"Será que temos esse tempo pra perder? E quem quer saber? A vida é tão rara..." (Lenine - Paciência)

Após dois meses de preparo para a jornada, ontem, enfim, a comecei. Mas os primeiros passos sempre são os mais cautelosos, e geralmente precisam de apoio. Foi por isso que parei ali, naquela cabana à beira do que fora há pouco o muro de pedras. Conheci ali as duas primeiras guias, Joana e Helô, que parecem conhecer bem o caminho. Conheci também a caravana com a qual farei minha viagem, composta por pessoas de diversas idades (a mais nova tem 15 anos, e a mais velha, por volta de 50), vindas de diferentes lugares (desde Rio Claro, no interior de SP, até Portugal, passando por Maceió, AL, e outras tantas cidades), mas todas com mais ou menos as mesmas dúvidas, angústias e preocupações – especialmente no que concerne ao futuro profissional do ator. A maior parte dos viajantes, jà às voltas com seus 28, 30 anos, largou uma primeira carreira em benefício da nova jornada, e afirmava crer que nunca é tarde para mudar de rota em nome de um objetivo maior.

A estrada começa larga e asfaltada, mas como toda longa estrada, certamente haverá um ponto em que o asfalto dará lugar à terra batida, e depois à trilha rudimentar com mato alto nos batendo na cara. E haverá bifurcações, mostrando caminhos pelos quais talvez alguns resolvam seguir em vista da crescente dificuldade do terreno.

De qualquer modo, o grupo se mostrou bastante unido (tendo em vista que a maior parte das pessoas não se conhecia) e propenso a trilhar esse caminho ainda escuro e desconhecido para todos nós. E se algum de nós inclinar-se a mudar de trajeto numa bifurcação qualquer, espero que se lembre da convicção assustadoramente madura da nossa caçula portuguesa, que logo de cara afirmou: “Meus pais acham que eu estou meio obsessiva com a Arte [como profissão]. Bom, eu até gosto de outras coisas – gosto de Matemática, de Ciências. Mas paixão é uma só, e a minha é o Teatro.”

 
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Publicado por em 11/08/2009 em Teatro

 

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