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Cessão

Queria ter escrito sobre o tema da perfeição no filme Cisne Negro. Queria ter falado do efeito curioso que me causou ver a trilogia “Enquanto isso…”, no Teatro Folha, indo nos três dias em sequência. Queria ter comentado a última peça do grupo Redimunho. Queria contar do curta “Foxtrot lisérgico”, que gravei há duas semanas. Mas não tá rolando.
Hei de voltar a ter tempo.

 
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Publicado por em 15/02/2011 em Migalhas (Cotidiano)

 

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A Origem (Inception)

Christopher Nolan é o cara. Foi com esta ideia que eu saí do cinema após assistir a seu último filme, “A Origem”, com Leonardo DiCaprio, Ellen Page e outros (incluindo Michael Caine, que faz breves aparições).

Minha ideia não vem de agora. Depois de assistir a “Amnésia” (“Memento” no original) e aos dois últimos filmes do Batman, verdadeiras obras-primas em minha humilde visão sobre cinema, já creditava um imenso respeito ao diretor anglo-americano pela habilidade em colocar no circuito mainstream filmes com bastante profundidade e com formatos diferentes – acredito que sua versão do homem morcego merece os maiores elogios, pois tirou aquela aura ultrafantástica típica dos filmes de super-heróis para transforma-lo num ser humano palpável, real.

[AVISO: se você gosta de apreender tudo sobre um filme enquanto o assiste, sem nenhum conhecimento prévio, não leia o texto abaixo. Não chega a ser um spoiler, mas explica sua lógica de raciocínio]

Inception PosterA lógica do filme foi o que mais me surpreendeu. “A Origem” parte do pressuposto de que a maneira mais fácil e precisa de extrair uma informação da mente de alguém é através dos sonhos, dado que o sono é o estado mais vulnerável em que uma pessoa pode estar. Para que seja possível a alguém extrair tais informações, há um equipamento que permite o compartilhamento de um mesmo sonho, chamado dream-share. Duas figuras no sonho são importantes: o sonhador, o primeiro a dormir, que é responsável por criar o “cenário” onde o sonho se passará; e o sujeito (subject no original), pessoa da qual se deseja extrair a informação, que preenche o sonho com suas referências (basicamente população e informações). Os demais apenas devem interagir com o que é dado – conseguem, sim, criar algo mais, mas se a “realidade” do sonho for demasiadamente modificada por agentes externos – ou seja, qualquer um que não seja o sujeito -, sua consciência percebe tratar-se de um sonho e se defende através das pessoas com as quais povoou o cenário, que agem como anticorpos, atacando o que lhes parece estranho. A morte de alguém no mundo do sonho faz com que esta pessoa acorde, assim como  sensação de queda. A premissa de uma existência num mundo paralelo altamente “editável” (no caso, o sonho) lembra bastante “Matrix”, mas graças ao sistema de anticorpos do sujeito não existe toda a liberdade de criação e manipulação desta realidade alternativa como havia no filme de Andy e Lana Wachowski.

Assim como na vida real, no entanto, aqui é possível “encadear” sonhos. Isso quer dizer que é possível ter um sonho dentro de um sonho, ou, em outras palavras, sonhar que está sonhando; e essa é a grande sacada estrutural do filme, que torna a apresentação menos linear: temos uma realidade dentro de outra realidade dentro de outra realidade…

“A Origem” é, enfim, uma excelente obra cinematográfica, surpreendentemente inteligente para os padrões que geralmente vemos no Cinemark – nada contra filmes como O Homem de Ferro ou comédias românticas açucaradas, que simplesmente têm outra proposta. A sensação de sair da sala de cinema tentando voltar à realidade física faz cada centavo do ingresso valer a pena.

Se bater aquela curiosidade de ver o filme e você não puder sair de casa agora para isso, pode ter um tiragosto e ir se acostumando com essa lógica tão caprichada lendo o prelúdio ao filme, apresentado como uma história em quadrinhos, em seu próprio site.

 
 

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O Cavaleiro da Fruta

Terror. Tragédia. Violência. E muitas frutas para acompanhar.

É isso que te espera no próximo filme do Bátima, como você pode conferir pelo trailer acima. A nova aventura do Cavaleiro das Trevas, que lhe confere até mesmo um novo epíteto, promete mudar os rumos do herói no cinema e estabelecer novos padrões internacionais de texto e enredo.

Com estreia prometida para 10.10.2010, a produção (com time de dublagem brasileiro precocemente escalado) atiça desde já a curiosidade geral e causa euforia em todos, fãs ou não.

Não deixe de conferir.

 
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Publicado por em 08/09/2009 em Besteiras, Multimídia, Resenhas

 

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