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Arquivo da tag: respeito

Sobre a perfeição

Não sei você, mas eu, desde que me conheço por gente, sempre fui perfeccionista. Sempre fiz a maior parte das coisas com foco no objetivo, e o objetivo sempre perfeito.

Há minutos, no entanto, após uma conversa com uma das minhas melhores amigas, me dei conta de uma verdade muito simples: a perfeição é resultado do erro. Tem origem em sua própria antítese. Qualquer indivíduo só se torna [quase] perfeito em algo após fazê-lo inúmeras vezes, errando em todas estas, até que sua percepção se dê conta das falhas e seu cérebro aprenda a suplantá-las. Ou, se preferir as palavras de Jean Piaget,

A evolução da inteligência e, por conseguinte dos conhecimentos, tem como essencial fonte as regulações advindas de situações pertubadoras. Fica evidente nessa tese a importância do erro na aprendizagem e no desenvolvimento. [Fonte: Pedago Brasil]

Não acho, contudo, que seja equivocado buscar sempre a perfeição. Ela é um forte agente motivador para que possamos dar nosso máximo e atingir o melhor resultado possível. Mas é preciso ter humildade e respeitar a própria evolução. É preciso reconhecer que são necessários muitos passos para chegar do nada à perfeição, o fim da estrada; e é aconselhável curtir a paisagem, porque não deve ser tão divertido assim fazer tudo sem erros. Sempre descartamos ou queremos acabar logo aquelas atividades que não parecem ter nenhum objetivo, certo?

Portanto, se você está descontente porque queria cantar melhor, dançar melhor, parar de queimar o arroz na panela ou escrever com uma linguagem só sua, pare e pense. Respeite sua posição na estrada – não desmerecendo o que faz, mas vendo cada imperfeição como um passo adiante. Faz isso por aí que eu vou tentar fazer por aqui.

 
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Publicado por em 28/12/2010 em Reflexões & Filosofia

 

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Democratização tecnológica é o…

Acho que todo mundo (pelo menos em SP) já teve a infelicidade de pegar ônibus, metrô ou trem com um zé mané, devidamente paramentado com celular tocador de MP3, que acha que o mundo tem que ouvir o que ele gosta. Hoje mesmo, vindo para o trabalho, tinha um grupinho ali no trem, ouvindo em alto e bom som, algo que parecia narração de futebol. Gritavam todo tipo de comentário pra quem quisesse ouvir. E nem vou falar nas inúmeras vezes em que tive que suportar um ‘fanque’ ou pagode num espaço público porque o dono do celular não respeita a individualidade alheia.

Esse tá em falta...

Esse tá em falta...

Esse comportamento se tornou comum desde que os celulares começaram a agregar a função de tocadores de música. Com preços sempre em queda e cada vez mais facilidade de crédito, cada vez mais gente, com os mais diversos perfis de educação, dos mais ricos aos não-tão-ricos, tem acesso a essa tecnologia. O que seria maravilhoso, se todo o povo brasileiro tivesse uma cultura de respeito ao próximo e soubesse os limites de seus direitos.

Infelizmente, respeito é mercadoria há muito tempo em falta nas prateleiras da humanidade. Se as pessoas se respeitassem, não apenas andaríamos nas ruas sem incômodos do tipo citado acima, mas também andaríamos sem medo, não nos preocuparíamos com a possibilidade de guerras, teríamos o meio ambiente devidamente bem cuidado (afinal, respeitar o meio ambiente é respeitar também ao próximo e a si próprio, já que todos dependemos dele para viver bem)… enfim, imagino que 95% dos problemas da nossa espécie seriam sanados se todo ser humano tivesse esse ingrediente “mágico” em sua receita.

Liberdade é bacana quando todo mundo sabe usar.

 
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Publicado por em 24/07/2009 em Reflexões & Filosofia

 

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