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Arquivo da tag: trilha sonora

Game Music Brasil

O trailer aí em cima é do jogo Critical Mass, da Aeria Games e Aquiris Game Studio. A trilha sonora é minha.

Compus essa trilha para o concurso Game Music Brasil, uma belíssima iniciativa da Conexão Cultural para estimular o mercado de video games no Brasil – cheio de potencial e vazio de oportunidades. Eu, que há anos tenho uma chama interior acesa pela música composta para games (em especial por compositores como Nobuo Uematsu e Yasunori Mitsuda), não podia deixar de entrar no concurso.

Se você gostou da minha composição, por favor, use 5 minutos para preencher um breve cadastro no site, fazer o login e votar na música!

E vamos torcer =D

 
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Publicado por em 17/08/2011 em Arte, Games, Música

 

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A estreia das estreias

Maquiagem

Parte do elenco feminino se maquiando

Em 26 de junho de 2010 aconteceu a estreia do exercício cênico Cenas de Jorge Andrade. Foi também a estreia da minha turma do Célia Helena nos palcos. E também minha estreia atuando efetivamente em teatro.

O dia foi bastante longo. Chegamos ao Teatro Célia Helena, na Liberdade, às 13h, quatro horas depois de nosso professor/diretor Fernando Nitsch (em cartaz agora com esta peça que eu já resenhei), que chegara mais cedo para preparar a iluminação. A apresentação começaria às 20h30. Quando cheguei, os móveis recebiam uma demão de tinta – o palco já havia recebido sua cota, para que ficasse livre das marcas e manchas deixadas pela última encenação que acolhera.

Iniciou-se então o ensaio técnico. O técnico de luz acompanhava nosso muito enxuto ensaio, apenas para pegar as deixas das transições de que cuidaria. Percebi nesta montagem que prefiro esquemas de luz simples, como o nosso (um contra azul, luz geral, foco de narrador e foco numa elevação do palco e pronto), no lugar de iluminações pomposas e grandiosas: as simples trazem o clima adequado ao mesmo tempo em que aproximam o público da ação.

Em termos de trilha sonora, permito-me um certo orgulho: Bárbara Mazzola e eu juntamos, depois de boa pesquisa, um apanhado muito legal de músicas das décadas entre 30 e 60 (períodos em que se passavam as peças que adaptamos), todas tendo como instrumento principal o violão. Várias das músicas eram interpretadas pelo fantástico (e já falecido) violonista brasileiro Baden Powell. Fizemos um bom trabalho juntos, né, Bá?

Elenco

Boa parte do elenco junta e ansiosa para o grande momento

Duas horas de ensaio técnico, um ensaio geral “com tudo” e finalmente começávamos a vislumbrar a forma final de nossa apresentação, com a iluminação adequada e a trilha sonora contribuindo para a criação da atmosfera esperada. E a empolgação crescia. Um ou outro errinho na iluminação e no som durante o ensaio deixaram este novato um tanto apreensivo – mal eu podia saber, no entanto, a sincronia incrível que nossos técnicos teriam conosco quando tudo fosse “pra valer”.

Corri então para buscar algo que se assemelhasse a um jantar (consegui um pedaço de pizza e uma caixa de bolinhos doces) e em poucos minutos estava de volta ao palco, junto com meus colegas de cena, aquecendo o corpo sob o comando de nossa professora e preparadora corporal Ondina Clais. Depois daquilo, nada seria capaz de derrubar a energia positiva e forte que surgia em cada um dos 24 atores, energia cujo combustível era a adrenalina (em altas doses).

Plateia entra. Música brasileira para recebê-la. Primeiro sinal. Segundo sinal. “Bem-vindos ao exercício cênico do segundo termo noturno do Teatro Escola Célia Helena. [...] Por favor, desliguem os celulares. Não é permitido fotografar ou filmar com flash. Tenham todos um bom exercício.” Terceiro sinal. Peça. Peça. Adrenalina 207%. Peça. Susto, choro, beijo, blackout, Beatles. Palmas, emoção, reflexão lá e cá. Êxito absoluto.

(A Bárbara também falou sobre esse dia no blog dela. Os textos se complementam!)

Veja o álbum de fotos

Ficha Técnica:

Direção: Fernando Nitsch
Elenco: Amanda Campina, Amanda Mello, André Stern, Bárbara Mazzola, Beatriz Furiatto, Elohá Bartijoto, Fabio Martins, Fabíola Martins, Felipe Bastos, Flávia Mariotto, Jéssika Pelaes, Jo Capelo, Julio Cesar Gomes, Jurema Pedroso, Luana Coelho, Luiz Felipe Sobral, Magiu Pinheiro, Mônica Lia, Renata Sarmento, Renato Velloni, Roger Telles, Rosi Lessa, Tay Monteiro, Thaís Helena, Thiago Schiefer
Figurino e trilha sonora: o grupo
Preparação corporal: Ondina Clais
Iluminação e operação de luz: Jeff Campos
Operador de som: Juarez Adriano
Cenotécnico: Mateus Fiorentino

 
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Publicado por em 04/07/2010 em Teatro

 

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Scars of Time, versão porrada

Chrono Cross foi um jogo de videogame desenvolvido pela Squaresoft (hoje Square-Enix) em 1999/2000 para o Playstation, como sequência para um dos mais conhecidos RPGs da empresa, Chrono Trigger. Não chega nem aos pés de seu antecessor na maioria dos aspectos, em minha humilde opinião, mas em trilha sonora merece seu destaque.

A faixa de abertura, originalmente, tem fortes influências celtas e passa longe da pegada jazz/fusion meio épica, meio futurista característica da trilha de Chrono Trigger. Mas sempre senti que ela tinha vocação para heavy metal, então fiz-lhe uma versão mais “temperada”, puxada na distorção, que você pode conferir acima.

Se gostar, pode entreter-se também o que fiz com três temas de Chrono Trigger há algum tempo, na mesma linha:

 
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Publicado por em 24/04/2010 em Arte, Música, Multimídia

 

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A Alma Boa de Setsuan

Chen Tê, por Denise FragaChen Tê foi escolhida por Deus como a única alma boa de seu vilarejo. Mesmo sendo prostituta, mesmo tendo que pagar o aluguel, é a única. Tudo porque pensa no bem dos outros antes de seu próprio, porque não se preocupa apenas consigo mesma.

Chen Tê se transforma então em Chui Ta, seu “primo”, para conseguir dar a si mesma mais atenção. E por que chega a esse ponto? Porque não dá conta de ser boa consigo mesma e com os outros ao mesmo tempo. Torna-se “má” para conseguir suprir as próprias necessidades.

A abordagem é humorística (nem poderia deixar de sê-lo, com Denise Fraga e Ary França no elenco sob a direção redonda de Marco Antônio Braz), mas a mensagem é de uma seriedade absurda – como se espera de um texto de Bertold Brecht, considerado o grande propagador do teatro épico e conhecido por buscar, em suas peças, levar o público à reflexão (tendo isso uma importância superior até mesmo à do enredo).

O que dizer dos atores? Os dois “monstros” citados acima já são conhecidos também por aqueles que não costumam frequentar teatros, dado seus conhecidos trabalhos na TV. Unem-se a eles outros excelentes atores: Kiko Marques, com sua voz engraçada e corpo ágil; Joelson Medeiros, dono de uma interpretação escrachada e divertida; Marcos Cesana, ator com voz potente, clara e versátil; e demais atores não menos competentes.

Os figurinos nos transportam imediatamente ao imaginário vilarejo chinês de Setsuan, povoado por pessoas extremamente pobres e, por isso mesmo, individualistas – nas palavras de Chen Tê, “como alguém pode não ser mau quando tem fome?” (devo ressaltar que esta frase levou a plateia, que até então gargalhava, a um silêncio sepulcral). Os cenários, apesar de relativamente simples na maior parte do espetáculo (exceção feita à fábrica de Chui Ta), contribuem igualmente para nos situar no ambiente em que vivem os personagens.

Pessoalmente, adorei a seleção musical que fazia fundo a certas cenas: além de uma “orientalidade” marcante, com samples de músicas tradicionais chinesas, havia em alguns momentos uma mistura muito interessante e vibrante entre a música oriental e guitarras pesadas, com o ritmo marcado por uma bateria eletrônica típica do techno. Ponto a favor para Théo Werneck, responsável pela trilha sonora, que cumpriu seu papel com maestria.

A Alma Boa de Setsuan é certamente uma das melhores e mais estimulantes peças a que já tive o prazer de assistir, e a recomendo fortemente. Veja aqui um videozinho bem legal, uma entrevista com o Deus interpretado pelo fantástico Ary França.



Serviço

Local: TUCA
Endereço: Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes – São Paulo, SP
Horário: sextas e sábados às 21h30, domingos às 19h
Preço: sextas, R$ 20,00; sábados e domingos, R$ 30,00
Data: segundo a Denise Fraga, até o final de abril


Ficha Técnica

Direção: Marco Antônio Braz
Assistente de direção: Ana Paula Nero
Adaptação: Marco António Braz e Marcos Cesana
Elenco: Denise Fraga, Ary França, Cláudia Mello, Joelson Medeiros, Kiko Marques, Fábio Herford, Jacqueline Obrigon, Marcos Cesana, Virgínia Buckowski, Maristela Chelala e João Bresser.
Cenografia/Direção de Arte: Márcio Medina
Trilha Sonora: Théo Werneck
Iluminador: Wagner Freire
Figurinista: Verónica Julian
Visagista: Emi Sato
Direção de Produção: Fernando Cardoso e Roberto Monteiro

 
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Publicado por em 04/04/2010 em Arte, Resenhas, Teatro

 

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Nostalgia e Armageddon

Capa da trilha sonora de ArmageddonLembro-me muito bem: 1998, 6ª série, 12 anos de idade, e rolou um amigo secreto na sala. Fazia apenas dois anos que eu tinha começado a gostar de música. “Peraí, mas você não é músico? E só começou a gostar de música aos 10 anos de idade?” Pois é, ironias e contradições da vida. Não sabia bem o que pedir (porque nesse amigo secreto cada um pedia o que queria), então chutei que eu iria gostar de ouvir U2 – especificamente, a coletânea The Best of 1980-1990, que tinha acabado de ser lançada. Dei uma segunda opção, caso essa coletânea, dupla, fosse muito cara: a trilha sonora do filme Armageddon. Sei lá porque coloquei essa opção. Talvez porque gostara do filme. E foi essa a opção que meu amigo secreto escolheu.

Sorte minha. Em 12 anos, essa trilha sonora entrou e saiu dos meus CD players inúmeras vezes. Inúmeras vezes a faixa de abertura, I Don’t Want to Miss a Thing (do Aerosmith) fazia fundo musical às minhas paixões de infância; inúmeras vezes os vizinhos devem ter me ouvido cantando Starseed e Come Together durante o banho; várias vezes pulei a faixa La Grange, até descobrir que o ZZ Top é muito da hora.

Esse álbum também tem um valor especial pra mim porque provavelmente foi o que me trouxe ao rock. Foi meu primeiro contato com bandas como Aerosmith, Bon Jovi, Our Lady Peace e… Journey. Journey, uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos. A banda que, pra mim, consegue mesclar da melhor maneira possível melodias fantásticas, timbres perfeitos e uma dose razoável de peso. Não à toa, até hoje Remember Me, que integra este CD, está no meu Top 5 (e só não é a número 1 porque simplesmente não dá pra escolher uma única música pra ocupar esse posto).

É incrível como ouço este disco hoje e todas as emoções indefinidas voltam à tona exatamente como eram há 12 anos, com suas linhas borradas confundindo passado e presente numa região do pensamento que parece atemporal.

Tracklist:

1. AEROSMITH – I Don’t Want to Miss a Thing

2. JOURNEY – Remember Me

3. AEROSMITH – What Kind of Love Are You On

4. ZZ TOP – La Grange

5. BOB SEGER & THE SILVER BULLET BAND – Roll Me Away

6. SHAWN COLVIN – When the Rainbow Comes

7. AEROSMITH – Sweet Emotion

8. JON BON JOVI – Mister Big Time

9. AEROSMITH – Come Together

10. PATTY SMITH – Wish I Were You

11. OUR LADY PEACE – Starseed

12. CHANTAL KREVIAZUK – Leaving on a Jet Plane

13. TREVOR RABIN – Theme from Armageddon

14. ANIMAL CRACKERS (diálogos do filme e uns trechos de I Don’t Want to Miss a Thing)

 
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Publicado por em 13/03/2010 em Música

 

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