Novidades!

Drop Dead Twice

Quatro novidades bacanas na minha carreira que gostaria de compartilhar com vocês que acompanham o Naco de Pão =D

  1. Em breve sai Drop Dead Twice, jogo mobile da Nownew Games para o qual fiz músicas e efeitos sonoros! O jogo é todo calcado na temática “zumbis rockabilly”, e a música (num estilo Mega Drive turbinado) está lá para reforçar o groove! Confiram a música de abertura
  2. Em Janeiro de 2016 farei um workshop na Campus Party, ao lado dos colegas e parceiros Thiago Adamo e Gabriel Naro, sobre composição de trilhas para games. Metade das vagas já foi ocupada! Inscrições
  3. Fui entrevistado recentemente para um documentário sobre games no Brasil, produzido pela VICE. Sai em 2016.
  4. Esse ainda está envolta em véus de segredos, mas o que posso revelar até o momento: participarei (como ator) de uma série nerd capitaneada pela ilustríssima Flávia Gasi, reconhecida por seu trabalho na IGN Brasil e em coisas legais como o RPG das Minas. A equipe é maravilhosa e o roteiro está incrível!
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Como cobrar pelo seu trabalho? Ou: quanto esperar do orçamento de um freelancer criativo

Home Studio

Você pode até trabalhar de casa, mas esse equipamento todo não foi de graça, né? (crédito: freeimages.com)

Ultimamente, este tem sido um tema recorrente nas minhas conversas nos mais diversos círculos. Nós, brasileiros criativos, aparentemente temos “medo” de colocar um valor financeiro no nosso trabalho, o que faz com que muitos de nós trabalhem só “por portfolio” ou a preço de banana “pra ganhar o cliente”. Então, baseado em algumas leituras e muitas conversas que tive nos últimos tempos, aí vão alguns parâmetros pra você, compositor, ilustrador, designer (e talvez qualquer freelancer), cobrar pelo seu trabalho.

1. Quanto você gasta para realizar o trabalho?

Você sempre gasta alguma matéria-prima para trabalhar. Energia elétrica para o computador, lápis e papel pra quem desenha, água pra não morrer desidratado… Sem contar as ocasiões em que você tem que contratar um ou mais profissionais externos (para compositores: músicos, estúdio, etc), visitar o cliente… Isso quer dizer que, se você não cobra nada pelo seu trabalho, das duas uma: ou você está investindo em alguma coisa, ou está pagando para trabalhar (mais sobre isso adiante). Tenha sempre consciência disso.

2. Quanto você investiu em estudos e equipamento para fazer o trabalho como faz?

É aquela velha história do cara que é chamado para consertar alguma coisa, faz o trabalho em 5 minutos e cobra R$ 500. O cliente reclama: “Mas como assim? Você só levou 5 minutos!”; e o profissional responde “Eu estudei por 4 anos e trabalhei com isso por 6 para conseguir resolver seu problema nesse tempo”.

Ok, eu podia ter contado a história melhor, mas o resumo é: você se dedicou por um tempo X ao ofício, possivelmente gastou uma grana com cursos e equipamentos, e isso precisa estar incluso no seu preço.

3. Qual a média do mercado?

Se você cobra muito menos do que a média do mercado, você detona o mercado para si mesmo e para os outros.

Exemplo: um cliente procura o Compositor A para fazer X minutos de música, que cobra R$ 300 por minuto (o que hoje é considerado baixo). Esse valor, por ser o primeiro cotado, passa a ser a referência do cliente. Se o Compositor B cobra R$ 100 por música (o que, em boa parte dos estilos, não corresponde nem de longe ao custo de se produzir música hoje – com softwares de produção na casa dos 600 dólares), o preço do Compositor A – e do resto da classe – passa a ser visto como abusivo por aquele cliente. Se mais e mais pessoas começam a cobrar R$ 100 por música, todos os clientes passarão a achar que esse é o preço médio do mercado, e logo nem o Compositor A, nem o B, nem nenhum outro conseguirá cobrar valores muito diferentes deste. Pense em custos de vida: um aluguel em São Paulo, por exemplo, custa por baixo R$ 1200. Ou ainda: uma compra de mercado para uma semana custa mais do que isso. Que dirá estudar – algo necessário para o aprimoramento de qualquer profissional.  Imagine quantas músicas cada um vai ter que fazer a R$ 100 cada para se manter!

4. Qual o custo da sua hora de trabalho?

Um jeito comum de se calcular valores é pela sua hora de trabalho. Você chega ao seu valor usando os parâmetros mencionados acima (custos de produção, o tempo e dinheiro que dedicou a estudos, o valor do equipamento que usa para trabalhar, sua experiência e a média do mercado). Leve em conta também o valor do trabalho de profissionais de outras áreas como referência: uma faxineira em São Paulo, por exemplo, recebe algo em torno de R$ 20-30 por hora de trabalho, com o contratante arcando com os custos “de produção” (água, luz, produtos de limpeza…). Eu já ganhei R$ 15 por hora para dar aulas de música numa escola (o que, como sei hoje, é um valor ínfimo e abusivo).

Fórmula

Então vamos lá… não que essa fórmula não possa ser contestada, mas já é um ótimo ponto de partida:

Custos de base + Investimento inicial (estudos, equipamentos etc) + Sua hora de trabalho = Preço final

Se o cliente pechinchar, você pode deduzir do valor da sua hora de trabalho, mas nunca dos demais itens – caso contrário, você está pagando para trabalhar.

Mas eu preciso de portfolio…

Aí a gente chega naquela questão que todo criativo já enfrentou. Um compositor que nunca compôs para um cliente, um ilustrador que sempre desenhou só para si e um designer que nunca pegou um freela não têm como provar que sabem trabalhar para briefing. E, no desespero fazer portfolio, você se oferece para trabalhar de graça – ou pior, por muito pouco.

Trabalhar por muito pouco é pior do que trabalhar de graça porque você passa a estabelecer uma referência para o mercado, como falei acima. Se você precisa de portfolio, por mais que isso não seja o ideal, o provável é que você faça um ou dois trabalhos “de graça” (não mais, pelo amor dos seus filhinhos). Neste caso, você está investindo.

Agora, imagine-se como um profissional da bolsa de valores. Você vai comprar qualquer ação que cair no seu colo? Não, né? Você vai escolher aquela que vai te dar um retorno maior. Mesma coisa com trabalhos de graça. Não vá na conversa do “cliente” que está te oferecendo “uma oportunidade incrível de fazer portfolio”: quem tem que decidir se a oportunidade vale a pena é você.

Porém, nunca trabalhe de graça pra quem vai lucrar com seu trabalho. Se alguém vai ganhar dinheiro no negócio, você tem que no mínimo cobrir seus custos. Um procedimento comum para contratantes que não têm capital inicial é a divisão de lucros (também conhecida como rev share): neste caso, nenhum dos envolvidos está ganhando nada a princípio, mas todos estão criando portfolio e, se em algum momento o projeto em questão der lucro, todos receberão uma porcentagem pré-estabelecida. É justo e ninguém sai perdendo. Foi o acordo que eu fiz com o pessoal do Staroids: The Odyssey e é a realidade de boa parte dos projetos independentes (seja em games, filmes ou o que for).

Concluindo

Não trabalhe por pouco, calcule o valor do seu trabalho com responsabilidade e só trabalhe “de graça” se ninguém mais estiver ganhando dinheiro com o projeto. Assim, todo mundo fica feliz =)

Trilhas Sonoras

Pra você que está desenvolvendo um game indie, um curta/média/longa-metragem, uma websérie ou outra forma de mídia: faço trilhas sonoras (orquestral, eletrônica e/ou rock)! Dá uma olhada no portfolio abaixo e, se quiser um orçamento, escreva para mim.

Pra quem pretende começar nessa área, tenho um texto publicado sobre trilhas para games no site Geração Gamer e recomendo os cursos do ThinkSpace (em inglês) e/ou da Game Audio Academy (em português, com foco em games).

Living Room Sessions

Comecei em janeiro deste ano um projeto chamado Living Room Sessions. A ideia é fazer uma música nova por mês até junho, explorando diferentes estilos e gravando tudo na sala de casa.

Todas as músicas estão sendo publicadas junto com um vídeo no YouTube e estão disponíveis para compra no Bandcamp. Estou progressivamente tentando adicionar um elemento artístico também nos vídeos, de forma que a experiência se torne multimídia.

Toda opinião é bem vinda!

EDIT: o projeto já foi concluído! Seis músicas, seis vídeos bem distintos, e um trabalho árduo que valeu a pena! =D

Playlist para o carnaval do gamer

Odeia marchinhas de carnaval? Quer fugir do suor, das pessoas sem noção, da passarela – mas sem perder a tal alegria que a data é famosa por trazer?

Preparei uma playlist com 32 músicas cheias de suingue para o gamer se divertir (e quem sabe até dançar) no carnaval:

Vigília

E aí pessoal!

Hoje tive a honra de apresentar meu Trabalho de Conclusão de Curso da pós-graduação em Canção Popular para os alunos que começaram este ano. Trata-se de uma canção surrealista (em português!), da qual fiz um diário. Compartilho aqui o texto com vocês, para quem possa se interessar =)

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Brasil Game Show (um dia que vai ficar pra história)

Vitor Zafer (violino) e Thiago Schiefer (violão) tocando no estande da Americanas.com

Vitor Zafer (violino) e Thiago Schiefer (violão) tocando no estande da Americanas.com. Foto: Mauricio Santana

Há pouco cheguei em casa, vindo de um dos maiores momentos da minha vida até aqui. Hoje, eu e o parceiro Vitor Zafer fizemos nossa última apresentação na Brasil Game Show, tocando músicas de games – e uma minha, Götterdämmerung. O som rolou no estande da Americanas.com, com apresentação de Guilherme Damiani e Mariana Satty, e minha querida Julia Tinoco nos representou lindamente nas redes sociais.

Tocamos um repertório super legal e nostálgico seis vezes em cinco dias, mas acredito que hoje tenha sido o dia mais especial. Hoje tivemos o que foi, até agora, o público mais caloroso da minha carreira. Hoje ouvi pessoas gritando e assobiando não só por ouvirem temas maravilhosos como o de Super Mario World e Pokémon, mas também por ouvirem um meu, que certamente a maioria ali não conhecia. Hoje distribuí e autografei mais CDs do que em qualquer outro show. Hoje pude dar uma (pequeníssima) ajuda na carreira de um rapaz que me pediu orientação depois do show. Hoje sei que consegui tocar as pessoas. E é pra isso que eu faço música.

… E pensar que tudo começou com um simples e mal mixado cover de Scars of Time no meu canal de trilhas do YouTube!

Obrigado à TV1 e à Americanas pelo convite, ao grande amigo e excelente músico Vitor Zafer pela parceria, à minha querida Julia pelo suporte constante, ao Damiani e à Satty pelo bate-papo ao vivo e pela forma tão calorosa com que nos anunciaram a cada dia, e a cada pessoa que nos assistiu, da arquibancada ou das laterais, em um dia ou mais. Muito obrigado, e parabéns para todos nós pelo trabalho tão intenso em bacana que conseguimos realizar juntos.

Quer conferir uns sons que rolaram na feira? Dá uma olhada:

Work in Progress – Clipe She Spoke

Como vocês devem ter visto no último post, estou fazendo uma campanha de financiamento coletivo para meu segundo clipe, da música “She Spoke”.

Aqui vai um vídeo curtinho mostrando o que estamos fazendo:

Quer colaborar? Vai lá no Catarse! http://catarse.me/pt/shespokevideoclipe

=)

She Spoke – Videoclipe independente

Pessoal, vamos criar juntos um clipe realmente diferente do que vocês têm visto por aí?
Minha canção “She Spoke” chamou a atenção do diretor Joel Gustof, e juntos estamos preparando seu videoclipe. Reunimos profissionais de animação 3D/2D, fotógrafos, dançarina e maquiadores para produzir uma obra que tenha uma qualidade artística com padrão internacional.
No momento, estamos com um projeto no Catarse pra transformar em realidade essa proposta. A gente sabe o quanto é difícil angariar fundos pra obras artísticas nesse país e por isso tomamos essa iniciativa de financiamento coletivo.
Quer ajudar a financiar? Qualquer contribuição já nos coloca um passo à frente. Quem não puder contribuir com dinheiro agora, se espalhar nas redes sociais já estará colaborando muito!
Entre aqui para financiar: http://catarse.me/pt/shespokevideoclipe#about
Desde já obrigado! E vamos lá! 🙂

Dúvidas gerais de apoiadores: http://suporte.catarse.me/hc/pt-br
Pra quem quiser saber um pouco mais sobre o projeto e os profissionais envolvidos, seguem alguns links do portfolio de cada um:
Joel Gustof (https://www.flickr.com/photos/joelgustof/)
Márcio Desideri (http://www.marciodesiderifotografias.com/)
Lucas Trabachini (http://www.facebook.com/lucastrabachinifotografia)
Maurício Marinho: http://mauriciomarinho.com/
Rogério Britto: http://rogeriosbritto.prosite.com/

Pra quem ainda não conhece meu disco: http://thiagoschiefer.com/pt

Composição musical III – Pergunta e resposta

Fala pessoal! Este é o terceiro post da série sobre composição musical e trilhas (o primeiro foi sobre Forma, e o segundo, sobre Frases e Motivos), em cima das aulas que ministrei no Sesc Vila Mariana. Hoje vamos ver algo sobre o conceito de pergunta e resposta.

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